quarta-feira, 26 de outubro de 2011

"Pedófilo - O limite entre o algoz e a vítima"





Apesar de tratarem de temas aparentemente distintos, encontro muitas semelhanças entre os livros "Pela Janela - A história de uma sacerdotisa" e "Pedófilo - O limite entre o algoz e a vítima" do autor Antonio Aruanda.
Ambas narrativas relatam histórias de vida e superação, são ricas em mensagens e reflexões, além do que, são capazes de levar o leitor a rever e superar os próprios conceitos, pré – conceitos e falsas certezas diante de situações limites.
Sem dúvida, as duas leituras emocionam, envolvem, instigam e nos estimulam a “devorar ” rapidamente cada página.
As reflexões que iniciam ou concluem os capítulos, dandos pelos protagonistas das duas obras “Maria Cisete” e “Pedro Gonçalves” são uma “marca registrada” do autor ANTONIO ARUANDA, além da linearidade presente nas datas e na “brincadeira” entre passado e presente que desperta no leitor, uma enorme curiosidade.
“Pedófilo” possui uma linguagem mais “pesada” ou “escrachada” como muitos dizem. Mas carrega em seu contexto, uma nova forma de auto-cura e presenteia o leitor através das mensagens da mestra Hilda (que diga-se de passagem, qualquer semelhança entre ela e “Maci” não é mera coincidência).
Extremamente visual, as cenas narradas transmitem verdade e despertam sentimentos como ansiedade, raiva, frustração e compaixão. Chocam e ao mesmo tempo nos enchem de ternura.
É esse o limite entre o algoz e a vítima: a LIBERDADE humana de escolha.

Recomendo a TODOS que estejam dispostos a transformar conceitos e deixar-se-se navegar nas ondas do auto-conhecimento, a todos que estejam preparados para “se chocar” e transcender, a todos que permitam envolver-se em emoções.